![]() |
| Arquivo pessoal: em um dia de trabalho. |
Saudade assim faz roer
E amarga que nem jiló
Mas ninguém pode dizer
Que me viu triste a chorar
Saudade, o meu remédio é cantar
Saudade, o meu remédio é cantar.
![]() |
| Arquivo pessoal: em um dia de trabalho. |
![]() |
| ARQUIVO PESSOAL: Em um passeio em família com a Mari e o Bruno |
Falar do meu irmão é algo tão natural, porque as palavras fluem, o estranho é pensar que a partir de agora todo verbo que utilizar para me referir a quem ele será no pretérito imperfeito.
Ele foi concebido, amado e aguardado como todo pai e mãe que anseiam por um filho o fazem, mamãe não sabia o sexo e porque naquela época a ultrassom era algo caro e meu pai sabia que seria um menino, veio 3 anos depois de mim, eu gostava da ideia de ter um irmão, porque até conversava com ele na barriga da minha mãe. Meus pais não cansavam de dizer como foi o parto dele, diziam que ele não queria nascer, acho que já sabia que este mundo era muito cruel para um cara como ele.
Cresceu, começou a estudar, fez amigos, mas diferente de mim, meu irmão sempre conseguiu MANTER suas amizades, tem amigos desde os tempos que estudava alfabetização, amigos estes que estão aqui compartilhando de nossa dor.
Meu irmão sempre foi discreto, um cara ótimo para contar segredos, porque ele sim sabia manter sigilo, podia confiar até a senha do cofre, ele manteria essa informação tão bem guardada, até mesmo dele (que a memória as vezes falhava).
Escolheu ser publicitário ainda com 15 anos, em uma dessas feiras de vestibular, e manteve a vontade até ingressar em uma faculdade, e foi aí que ele conheceu as agruras do que era sua profissão. Sempre gostou do que fazia, gostava mais ainda das amizades que ia encontrando pelo caminho, do conhecimento que vinha adquirindo, da experiência que ia acumulando. Sim ele era um cara que estudava seus próprios passos milimetricamente, era perfeccionista ao extremo.
Então o Bruno, aquele que só a família conhecia, tinha uma fragilidade de criança, que vivia triste, que foi gordo quase que a vida inteira, até descobrir o outro que existia dentro dele, um Bruno que era magro, mas que era conhecido como BRUNÃO, esse era novo, mais feliz, que viveu os últimos anos da vida CURTINDO o que a gordura não deixou por 22 anos.
Depois veio a notícia que iria ser tio, foi a notícia mais maravilhosa que poderia esperar, e quando descobriu que era menina, chorou, chorou feliz, porque ele desejava que fosse mesmo uma menina, sonhou um mundo lindo para ela, traçou uma vida inteira para a sobrinha, planejou o primeiro aniversário, e os seguintes... tinha um sonho de levá-la pra viajar com ele.
Sempre iluminado e tão amado, tão amado, que quando partiu, até o céu chorou sua ida, vários rostos que eu conhecia apenas por foto em meio a sorrisos abertos, naquele fatídico dia, estavam chorando, e pedindo que aquilo fosse mentira.
Poxa meu irmão, hoje estou aqui, lendo isso para você, rezando que seu sofrimento, aquela dor que sentia tenha passado, lembrando-me de tantos planos que tínhamos, para a gente, para a NOSSA MARIANA (como você costumava falar), e agora estamos aqui tentando resgatar em cada amigo seu um pedaço de você para continuar vivendo, tentando superar o que parece impossível de ser superado, estamos tentando viver a vida sem você. Pode acreditar tá difícil, tá doendo, mas estamos tentando, porque sabíamos que você não gostava de nos ver tristes, e é por você que vamos tentar.
Obrigada por ter feito parte da minha vida por 31 anos…
Qualquer tipo de perda é meio dolorosa, seja ela emocional, física, financeira, mas posso dizer que uma perda que mexe com a gente é sempre a perda de um ente querido, seja ele parente ou não, sofri uma perda que não sei se vou conseguir superar, estou desde o dia que soube do ocorrido sem conseguri dormir direito, pensando, refletindo, relembrando…
Uma semana dessas, meu irmão perdeu um amigo, e ficou arrasado por dias, não posso dizer que superou, mas posso dizer que hoje em dia ele lembra com carinho desse amigo, eu passei pela perda mais dolorosa que já aconteceu na minha vida, e acho que se compara com a perda da minha vó materna, no ano passado.
Perdi a Margha (apelido carinhoso que a batizei), a Margha foi a pessoa tão parecida comigo que resolvi me relacionar, resolvi adotá-la como irmã, não lembro como tudo aconteceu, mas lembro que inicialmente eu não gostava dela e ela não gostava de mim (o filho dela tinha 6 meses a primeira vez que a vi), mas posso dizer que quando a conheci melhor, conheci um lado diferente daquela mulher petulante, grossa, um lado carismático, uma mãe dedicada, cozinheira de mão cheia, brincalhona, risonha… as pessoas que apresentaram-na foram as mesmas que hoje a crucificavam, que a deixaram morrer…
Conheci a Margareth ela ainda estava casada (união estável) há mais de 10 anos com um carinha que só causou sofrimento na vida dela, posso dizer que a única alegria que ganhou com esse casamento foi um filho, ao qual ela amava com todas as forças, um filho homem, que ela desejava demais, e o batizou com um nome composto, o que sempre eu tirava sarro por serem dois nomes fortes para um pequeno menino: Vyctor Thyago (como ela salientava: Y e THY), mas a nossa amizade ficou forte quando houve o rompimento do casamento dela, ela se perguntava (como toda a mulher que sai de um casamento falido), onde foi que errou, já que fez tudo por ele, além de deixá-lo sujar o nome dela em todas as lojas das quais ela tinha cartão, cuidou dele nas várias vezes que estava embriagado (ou drogado), cuidou dele também quando sofreu acidente… NÃO ELA NÃO ERROU COM ELE, como todos os homens, ele era mais um ingrato!
Conheci uma mulher frágil por trás daquele sorriso constante, uma mulher que chorava escondida, depois que filho ia dormir, ou quando estávamos só nós duas, por vezes vi aquela mulher rezar para que a chuva não tivesse vento forte para que a casa (de madeira) não caísse sobre as cabeças deles, vi fazer jornada tripla pra dar o melhor para o filho, a vi chorar quando o PAI de sua cria o abandonou, para viver uma nova paixão, a vi cair e levantar… Sempre que eu precisei dessa mulher, mesmo com todos os problemas que ela tinha, um deles era a asma e as pontadas no coração que sempre teimavam machucá-la… estava pronta pra me receber de braços abertos, me dava o ombro, o abraço, uma palavra de carinho, cuidou da minha filha quando precisei.
Descobri o que era ter e ser amiga com ela e quando tive que mudar de endereço, a vi chorar feito criança na hora da despedida, como se eu fosse morar em outro país… ela foi a primeira a saber da minha gravidez (muito antes de mim), cuidou de mim, me mimou, e muitos com inveja diziam que éramos mais do que amigas, eu também acho que fomos mais do que amigas, fomos IRMÃS, nos escolhemos…
Hoje choro a partida dessa amiga, não pelo simples fato de a hora dela ter chegado, NÃO, choro porque a partida dela foi antecipada, por seus gritos de socorro serem atendidos, por ter sido negligenciada, por ter sido preterida…choro baixinho pra ninguém ouvir, lamento a falta, os apelidos, as mensagens que me faziam bem, as piadas no celular, ela era a única pessoa que só dormia depois da meia noite só para me desejar PARABÉNS no dia do meu aniversário…
E agora??? como vou SER sem você, já que éramos como unha e carne, como vou ser depois que você saiu da minha vida??? Te odeio por isso, me sinto órfão, viúva, abandonada…
Margha, por onde você foi andar???
Quantas saudades você está causando em meu coração.
TE AMO MIGA para sempre, até os fins dos meus dias, e além!!!!
O que fazer???
Quando lembro de minha vó pedir para mudar meu gênio (e não era um pedido assim de vc poderia fazer, era uma INDAGAÇÃO, quase como se fosse um ultimato) e olho para trás e vejo que não dei ouvidos aquelas palavras sábias.
Estou em um dilema, todas as noites eu tenho me perguntado porque eu fiz tanta burrada na minha vida??? e não é só isso, sempre sendo cobrada de perto pelos pais (eu sei tamanha velha de 32 anos, ainda pega puxão de orelha pois é antes de ser mãe, sou filha…).
Passei por uma “quebrada de cara” bonita essa semana, me decepcionei, e tudo isso me fez refletir, porque passamos por tais situações? pensei que tudo fosse alheio a nossa vontade, mas descobri que nem sempre!!!
Hoje me dei conta o quanto a minha velha faz falta, apesar de que nos ultimos meses de vida já não reconhecia nenhum de seus netos (ou bisnetos), o que fazer? como posso agir????
Ai gente! ando nostalgica, triste, deprimida, deve ser a saudade, por isso que quando estou assim, preciso escrever, aff!!!
O empresário Antônio Danúbio Lourenço da Silva, diretor da Associação Empresarial de Ananindeua (Acia) e atual presidente do Sindicato das Lojas de Materiais de Construção Civil, morreu no início da tarde de hoje (6) após um grave acidente de moto na chamada curva do Cupuaçu, que fica no quilômetro 25 na BR-316, município de Benevides, na Grande Belém.